Pedro Paulo Filho com 12 anos entre os pais Pedro Paulo e Isabel

BIOGRAFIA

 

          Filho de Pedro Paulo e  Izabel Cury Paulo. Nasceu em Pindamonhangaba em 04 de setembro de 1937, radicando-se em Campos do Jordão desde as primeiras semanas de vida. É casado com a professora e advogada Guiomar Aparecida de Castro Rangel Paulo e tem um filho, Pedro Paulo Netto, administrador de empresas e advogado.

          Fez seus estudos primários em Campos do Jordão no Grupo Escolar “Rio Branco”. Concluiu o curso ginasial no Colégio Estadual e Escola Normal de Campos do Jordão, e o curso colegial no Colégio Ipiranga, em São Paulo. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, em 1961. No Colégio Estadual e Escola Normal de Campos do Jordão foi orador do Grêmio Estudantil Jordanense.

          Na década de 50 interpretou o papel principal na peça “O Sanguinário de Lorena”, com seus colegas do Colégio Estadual de Campos do Jordão, sob a direção do professor Theodoro Correa Cintra, que foi apresentada no antigo prédio da escola, atualmente denominado “Edifício Paulo Cury”, localizado nos altos da Vila Suíça.

 

          Concluíu os seguintes cursos de extensão universitária : Psicopatologia Forense ( 1958 ); Sexologia Forense ( 1.958 ); Direito Judiciário Civil ( 1.959); Direito de Família ( 1.959 ); Criminologia ( 1.959 ); Estudos Policiais ( 1.960); Direito Penal ( 1.958 ); Sociologia ( 1.958 ); Júri ( 1.958 ); II Seminário de Administração Municipal promovido pelo CEPAM em 1.969;  Curso de Criminologia em 1.979 e o Ciclo de Estudos Jurídicos patrocinado pela OAB de São Paulo (1.985).

 

          Advogado militante no foro das Comarcas de Campos do Jordão, Pindamonhangaba e São Bento do Sapucaí. Advogado da Estrada de Ferro Sorocabana, foi Assistente Jurídico-Chefe de Estrada de Ferro Campos do Jordão, da Secretaria de Esportes e Turismo, onde se aposentou, e Procurador Jurídico-Chefe da Prefeitura Municipal de Campos do Jordão ( 1.988/92 ), cargo em comissão.

 

          Foi advogado credenciado do Instituto Nacional de Seguro Social e exerceu igual função no Fundo de Assistência do Trabalhador Rural. Foi advogado do Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro e Similares, do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e do Círculo Operário de Campos do Jordão.

Aos 24 anos, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie

 

          Na área criminal, efetuou várias defesas no Tribunal do Júri da Comarca, tendo abandonado essa atividade profissional nos últimos anos, por motivo de saúde.

 

Com 31 anos Presidente da Câmara Municipal.

       Elegeu-se vereador em 1.959, com 21 anos de idade pela legenda do Partido Social Progressista. Em 1.962 foi lançado candidato a Deputado Estadual pelo Dr. Adhemar de Barros.Muito jovem, recusou a candidatura. Reelegeu-se vereador em 1.963 pela Aliança Renovadora Nacional. Tornou a eleger-se em 1.968, obtendo 838 votos, pela Arena, equivalente a mais de 20 % do número de eleitores inscritos no Município de Campos do Jordão. Teve prorrogado 1 ano o seu mandato de vereador, que totalizou 13 anos. Foi Presidente da Câmara Municipal por 3 vezes, 1.969, 1.970 e 1.971. Foi secretário da Mesa e Presidente da Comissão de Justiça. Substituíu o Prefeito José Antônio Padovan no cargo de Prefeito Municipal em 1.971, por 30 dias, por ocasião da viagem do titular ao exterior. Foi membro da Comissão do 1º Centenário de Campos do Jordão.

 

        Membro do Departamento de Assistência Social do Município e da D.M. Tur- Diretoria Municipal de Turismo, ambos a título gracioso, presidiu da Comissão Executiva Municipal da Aliança Renovadora Nacional-ARENA.Em 1975, foi escolhido pelo Governador Egydio Martins, para ocupar o cargo de Prefeito Municipal, por nomeação,  que recusou por motivos profissionais, quando a Mensagem Governamental já se achava pronta para ser encaminhada à Assembléia Legislativa.

 

          É Vice-Presidente, há muitos anos, da Sociedade de Educação e Assistência “Frei Orestes”.Foi Diretor do Hospital Maternidade “Dr. Adhemar de Barros” e Presidente do Lions Clube de Campos do Jordão, quando fundou o jornal “O Leão da Montanha” com Antônio Reis. Presidente do Rotary de Campos do Jordão em 1.980.Foi Vice-Presidente Regional de Campos do Jordão de Sanatorinhos - Ação Comunitária de Saúde por uma década. Membro-fundador e 1º Presidente da 84ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil, de Campos do Jordão. É membro da Associação dos Advogados de São Paulo.

 

          Foi Presidente do Conselho Comunitário de Segurança - CONSEG - em 1.989.Em 1997, fundou o Clube dos 21 Irmãos Amigos de Campos do Jordão, sendo eleito seu primeiro Presidente. É membro da Loja Maçônica “Presidente Washigton Luis”, de Campos do Jordão, da Loja  de Perfeição “Montanha Magnífica” e da Loja Maçônica “Julio Prestes”. Em 2003, pela 3ª vez, presidiu a 84ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil, de Campos do Jordão.

 

          É membro fundador e efetivo da Academia de Letras de Campos do Jordão, onde ocupa a cadeira n. 14, cujo patrono é o Embaixador José Carlos de Macedo Soares, da qual foi presidente em 1992 até a presente data e também é membro da Academia Pindamonhangabense de Letras, onde foi considerado acadêmico honorário daquela Instituição.

 

          Integra o IEV - Instituto de Estudos Valeparaibanos, com sede em Guaratinguetá. Foi fundador e membro do Conselho Municipal de Cultura, do qual foi presidente.

 

         Em 1996, passou a integrar o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, como membro correspondente. Em 1998 foi escolhido membro correspondente da Academia Santista de Letras, passando a integrar também o Instituto Cultural e Humanístico José Martins Fontes. Integra os quadros da U.B.E - União Brasileira dos Escritores e é membro efetivo da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia, desde 1988. É Patrono da Academia Vale Paraibana de Letras e Artes.

 

          Foi eleito presidente da Academia de Letras de Campos do Jordão em 2002 e presidente do Conselho Municipal de Cultura, em 2003. No mesmo ano, foi co-fundador do Clube da Poesia no Hotel Vila Inglesa, em 2003.

 

          Participou do VII Congresso Estadual dos Municípios em 1.959; do VI Congresso Estadual dos Municípios em 1.966 e do XIII Congresso Estadual de Municípios em 1.969; do Seminário “Semana Rui Barbosa”, organizado em 1.992 pela Associação dos Advogados Criminais do Estado de São Paulo;  do 8º Congresso Brasileiro de Apicultura/CBA em 1.990, da Confederação Brasileira de Apicultura e do Simpósio Nacional sobre Responsabilidade Civil e Penal dos Médicos, patrocinado em 1997 pela OAB/SP, APAMAGIS e AMB.

 

          Foi aquinhoado em 1.961 com o Diploma de Honra ao Mérito pelo jornal “Tribuna dos Municípios”, como um dos 10 melhores vereadores do Estado. Em 1.979 recebeu a Comenda e a Láurea “Pero Vaz de Caminha”. Em 1.980 foi agraciado com o Diploma de “Cidadão Emérito de Campos do Jordão” pela Câmara Municipal. Recebeu a Medalha do “Mérito Municipalista” em 1.982 da Associação Paulista de Municípios.Em 1.982, o Rotary Internacional concedeu-lhe o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao Programa Internacional de Intercâmbio de Estudantes. Em 1.988, recebeu da Câmara Municipal de Campos do Jordão o “Diploma de Reconhecimento”. Foi agraciado com o Troféu Piraquara, em 1.990, pelo Rotary Club de Guaratinguetá, como “Intelectual Valeparaibano do Ano”. Em 1998, recebeu da Secretaria da Cultura do Governo de São Paulo o Diploma “Parceiro Cultural-97”.

 

          Em 1998 foi-lhe outorgado pelo Grupo Escoteiro “Oyaguara” o Diploma de Reconhecimento. No mesmo ano recebeu da 84ª Subsecção da OAB, de Campos do Jordão, o Diploma de Honra ao Mérito e Reconhecimento Jurídico pelos serviços prestados à Subsecção e à Comunidade. Em 2003 recebeu da Câmara Municipal de Campos do Jordão o Diploma de “Cidadão Jordanense”. Em 15 de novembro de 2.003, em Lorena, recebeu  do Instituto de Estudos Valeparaibanos a Medalha de Mérito “Paulo Pereira dos Reis”, na Casa da Cultura, daquela cidade.

Com 27 anos, presidente do Rotary Club de Campos do Jordão

 

          Pela publicação do seu livro infanto-juvenil "Campos do Jordão, onde sempre é estação" que foi adotado pela Rede Escolar Municipal, no ensino fundamental, recebeu em outubro de 2004, homenagens do Corpo Docente e Dicente das seguintes escolas de Campos do Jordão: Escola "Otavio da Matta", Escola "Amadeu Carletti Junior", Escola "Domingos Jaguaribe", Escola "Frei Orestes", Escola "Elizabeth Janaseck de Andrade", Escola "Tancredo de Almeida Neves", Escola "Monsenhor José Vitta" e Faculdade da Terceira Idade.

 

          Em 14 de novembro de 2004, recebeu o Premio Cultural "Eugênia Sereno" na Casa de Cultura, de Lorena (SP), outorgado pelo Instituto de Estudos Vale Paraibanos, pela publicação do livro "Campos do Jordão, onde sempre é estação" e em 26 do mesmo mês e ano, foi homenageado com a IV Mostra Pedagógica "Dr. Pedro Paulo Filho", pelo Corpo Docente e Dicente da Escola "Tancredo de Almeida Neves".

 

          Em 1.977, publicou “A Revolução da Palavra, Uma Visão do Homo Loquens”, pela Editora Previdenciária Ltda; em  1986 lançou o livro “História de Campos do Jordão”, pela Editora Santuário; em 1987, pela mesma editora, editou “Campos do Jordão, Meu Amor”, livro de poemas; em 1.987 foi reeditado “A Revolução da Palavra”, pela Editora Siciliano; em 1.989, publicou  “Histórias e Lendas do Povo de Campos do Jordão”; pela Editora O Recado, e, em 1.989 escreveu o livro “Grandes Advogados, Grandes Julgamentos”, editado pelo Departamento Editorial da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de São Paulo, reeditado em 1.992 e em 2003, lançado em 3ª edição pela Millennium Editora, na Livraria Mega Store da Saraiva, no Shopping Eldorado, em São Paulo, em 6 de novembro de 2.003.

 

          Também publicou os livros “O Bacharelismo Brasileiro”, Bookseller, Campinas, 1997,   a “Montanha Magnífica - Memória Sentimental de Campos do Jordão”, O Recado, São Paulo, 1997 em 2 volumes e “Contos  Bem Contados”, Vertente, 1999.

 

          Em 1997, publicou o livro “As Ações na Locação Imobiliária Urbana”, pela LED - Editora de Direito Ltda, em 2 volumes, reeditado em 1999 e “Campos do Jordão, O Presente Passado a Limpo”, pela Editora Vertente. No ano 2.000, publicou pela LED - Editora de Direito Ltda o livro “Absolvição Sumária nos Crimes Dolosos Contra a Vida”. Em 2001, publicou os livros “Contratos no Direito Brasileiro”, em 4 volumes, pela LED - Editora de Direito Ltda. Em 2003, com Guiomar Apparecida de Castro Rangel Paulo, publicou o “Novo Direito de Família”, em 2 volumes, pela Bookseler.

 

          Em 1.988 foi homenageado pela Escola de Samba “Acadêmicos do Britador”, de Campos do Jordão, com o samba-enredo “Campos do Jordão,  Um Poeta, Uma Canção”, cantado pela  Escola na avenida. Em 1.995 foi homenageado pela E.E.P.G “Irene Lopes Sodré” na abertura da III Feira de Estudos Históricos e Ambientais “Dr. Pedro Paulo Filho”. Foi homenageado em 1997, pela Prefeitura Municipal de Campos do Jordão com a inauguração da I Feira de Estudos Históricos de Campos do Jordão “Dr. Pedro Paulo Filho”, realizada na agência do Banco do Brasil. Em 2003, recebeu homenagem do corpo docente e dicente da Escola Municipal “Amadeu Carletti Jr.” e no mesmo ano recebeu homenagem da Escola Municipal “Dr. Domingos Jaguaribe”, com a I Feira de Livros “Pedro Paulo Filho”.

 

          Participou da “Antologia Poética de Cidades Brasileiras-1.988”, editado pela Shogun Editora e Arte Ltda.; do livro “Poesia em Oração- 1.988”, editado pela Crisális Editora Ltda., da “Antologia Poética”, de João Scortecci Editora, S.Paulo, 1.994, e do livro “A Voz da Inspiração III”, editado pela Casa do Poeta, de Campinas, em 2006.

 

          Foi co-autor do livro “Imagens Jordanenses”, editado em 1.988 pela Academia de Letras de Campos do Jordão, juntamente com os escritores Arakaki Masakazu e Antônio Costella; também participou da publicação “Abernéssia e Fojo-Hidroelétricas de Campos do Jordão”, Col. Histórica da Energia Elétrica em São Paulo, CESP, S. Paulo, 1.992, de Júlio César Assis Kuhl e de “Campos do Jordão, Memória e Imagens”, Projeto Museu de Rua, DEMA, Secretaria de Cultura do Governo de S. Paulo, 1.990.

 

          Em 1999, participou da Antologia “Versos Diversos”, organizada, pelo Centro de Poesia e Arte de Campinas, pela Editora Komedi. Em 2006 participou da antologia "A voz da inspiração III", editado pela Átomo Editora e Patrocinado pela Casa do Poeta de Campinas. Em 2.003, participou da antologia “A Voz da Inspiração”, da Casa do Poeta de Campinas, Editora Átomo, Campinas, 2.003. Prefaciou os livros “Frei Orestes- Uma Vida pela Criança”, de Frei Venceslau Scheper, OFM, Grafikor Editora, S. Paulo, 1.990; “Camargo Freire - Resenha Biográfica”, de Carlos Gouvea , “O Profeta Jonas e Você”, do rev. Oswaldo Alves, Editora Betânia, B. Horizonte, 1.994 e “Cantar Campos do Jordão e outros Cantares”, de Iracema Abrantes, Vertente, 1998. Em 1999, prefaciou o livro de poesias “Era Uma Vez . . .” de autoria de Maria José Ávila ( Zezé ). Em 2006, prefaciou o livro "Poetas Paulistas", organizado por Paulino Rolim de Moura, editado pela Nankim Editorial

 

          Vem colaborando em jornais publicados em Campos do Jordão desde a década de 50, tais como : “A Cidade de Campos do Jordão”, “A Folha de Campos do Jordão”, “Campos do Jordão Notícias”, “Folhetim da Serra”. “O Impacto Vale News”, “Jornal de Campos do Jordão”, “Guia Turístico de Campos do Jordão”,“Altitude” e “Tribuna de Campos”.

 

          Redator do jornal “O Colegial”, órgão do Grêmio Estudantil Jordanense, do Colégio Estadual e Escola Normal de Campos do Jordão, o primeiro orgão de imprensa estudantil jordanense, nos anos 50.

 

          Nos anos 60 foi locutor da antiga ZYL-6, Rádio Emissora de Campos do Jordão e criador do programa “Fórum de Debates”, onde apresentava também  “Crônicas da Cidade”, diariamente, lida por José Dias Chaves.

 

          Participou das primeiras irradiações de jogos de futebol em Campos do Jordão, como comentarista esportivo na referida emissora de rádio nos anos 60, diretamente dos campos do Abernéssia F. C. e do Campos do Jordão F. C.

 

          Proferiu palestras na Academia de Letras de Campos do Jordão sobre os temas : “O Embaixador José Carlos Macedo Soares”, seu patrono; “As Artes Literárias em Campos do Jordão”, e “Santo Afonso de Ligório, Grande Advogado”, “A Santa Casa de Campos do Jordão” e “Homenagem ao Professor Oswaldo Sangiorgi” e “O Advogado Evaristo de Moraes na Morte de Euclides da Cunha”

 

          Na ACRIMESP - Associação dos Advogados Criminais do Estado de São Paulo, proferiu conferência em 1.992 sobre o tema  “Grandes Advogados, Grandes Julgamentos”, durante a Semana Rui Barbosa.

 

          Na FUNCAMP - Fundação Regional Educacional de Campos do Jordão, proferiu palestras sobre os assuntos : “ONU- Organização das Nações Unidas” e a “Questão Palestina” em 1.991 e 1.992, respectivamente, e “Domingos José Nogueira Jaguaribe” em 1.993.

 

          Na E.E.P.G “ Irene Lopes Sodré” fez a palestra sobre o tema “Os Transportes de Campos  do Jordão”.

 

          Autor da “Oração do Advogado”, publicado no Boletim da Associação dos Advogados de São Paulo em 27/04/88 e do artigo “Roger de Carvalho Mange - Paradigma do Advogado”, publicado na “Revista do Advogado” da mesma Associação em 1.992.

 

          Em 1.993, proferiu a palestra “Plínio Salgado, Esse Injustiçado”, em São Bento do Sapucaí, na abertura da I Semana Plínio Salgado, promovida pela Prefeitura Municipal daquela cidade.

 

          No mesmo ano, proferiu a conferência no Rotary Club de Campos do Jordão, sob o título “A Revolução Constitucionalista de 1932”.

 

          Em 1.994, fez palestra sob o título “A Ética Profissional e o Advogado”, na Câmara Municipal de São Bento do Sapucaí, a convite da Associação dos Advogados de São Bento do Sapucaí.

 

          Em 1.995, proferiu palestras na E.E.P.G “Laurinda da Matta” sobre Monteiro Lobato e na Escola Educare/Sanatorinhos versando sobre a História de Campos do Jordão.

 

          Em 1997, proferiu conferências na Loja Maçônica Presidente Washington Luis sobre o título “O Presidente Washington Luis em Campos do Jordão” e “Quintino Bocaiúva, Um dos Maçons da República”

 

          Proferiu palestra, nesse mesmo ano na XXXIV Convenção Nacional do Clube dos 21 Irmãos-Amigos, em Campos do Jordão, sob o tema “Quintino Bocaiúva, Fundador da República”. Em 1998, no XIV Simpósio de História do Vale do Paraíba, promovido pelo Instituto de Estudos Valeparaibanos, proferiu a palestra inaugural, sob o título “Caminhos Primitivos do Vale do Paraíba pela Mantiqueira”. Nesse mesmo ano, fez palestras na Associação Comercial de Campos do Jordão, sobre o tema “O que é Maçonaria” e na Câmara Municipal sobre a  história da Santa Casa de Campos do Jordão “Dr. Adhemar de Barros”, durante as comemorações de 60 anos de sua fundação.

 

          No ano 2.000, proferiu palestras sobre a História de Campos do Jordão na FUNCAMP - Fundação Regional Educacional de Campos do Jordão, no Hotel - Escola SENAC e na ALTUS - Turismo Ecológico, no Parque Estadual de Campos do Jordão. Durante a Semana Jurídica da Faculdade de Direito da Universidade de Taubaté, no mesmo ano, proferiu palestra sob o tema “O Advogado no Tribunal do Júri”.

 

          Em 2001, proferiu palestras nas Escolas Municipais “Mary de Arruda Camargo”, “Octávio da Matta”, “Irene Lopes Sodré” e “Domingos Jaguaribe” sobre a história de Campos do Jordão. Em 2002, fez conferências sobre a história de Campos do Jordão na Escola Municipal “Mafalda Machado Cintra”, no Instituto Pinho Bravo e no Capítulo De Molay, da Maçonaria e no mesmo ano, proferiu palestra na Loja Maçônica “Presidente Washigton Luis”, sobre o tema “O Poder da Palavra”.

 

          Em 2003, fez palestra na EEPG “Antônio Nicola Padula” sobre Monteiro Lobato. No mesmo ano proferiu palestra no Colégio Interação sobre o Ofício do Escritor e sob o mesmo tema fez conferência aos alunos da Escola Municipal “Dr. Domingos Jaguaribe”.

 

          Em 2005, Pedro Paulo Filho proferiu palestras sobre a história de Campos do Jordão no Colégio Pitágoras, APAE - Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais, Escola Municipal Cecília Murayama e Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves e Escola Municipal "Irene Lopes Sodré". Em 2006, proferiu palestra no Hotel-Escola SENAC sobre o tema “Campos do Jordão, Onde Sempre é Estação”.

 

          Em 5 de dezembro de 2007 foi registrado no Ministério do Trabalho como Jornalista Profissional sob o número MTB 38.394-SP.

 

          Foi nomeado procurador Jurídico pelo Prefeito João Paulo Ismael em Julho de 2008, fazendo parte da Procuradoria Geral do Município.

 

          Pelo decreto 5993, de 29 de setembro de 2008, foi homenageado com a denominação de escola municipal de ensino fundamental que passou a chamar-se EMEI "Historiador Pedro Paulo Filho", situada no bairro Santa Cruz e inaugurada naquela data.

 


Discurso de homenagem ao 70º aniversário de Pedro Paulo Filho, proferido pelo prof. Hermes Rodrigues Nery, membro da Academia de Letras de Campos do Jordão. 

Exmo. Sr. Maynard Góes, Presidente da Academia de Letra de Campos do Jordão, prezados colegas acadêmicos deste sodalício, demais autoridades e pessoas presentes.

Com alegria retorno a esta tribuna, na data de hoje, para prestar homenagem a um grande amigo, que comemorou o seu 70º aniversário ocorrido em 04 de Setembro de 2007. Toda celebração é uma “ação-encontro”, promoção efusiva de uma alegria que rememora feitos, afirma valores, destaca a dignidade da vida, sinalizando novas esperanças e também a expressão da gratidão pelo bem da vida. Estamos hoje aqui para celebrar os 70 anos de vida de Pedro Paulo Filho, advogado, homem público, escritor, cujo nome está tão associado à história de Campos do Jordão, que ele melhor do que ninguém soube tão bem preservar, através de inúmeros trabalhos, especialmente da monumental “Historia de Campos do Jordão” publicada pela Editora Santuário (1986), e que é certamente a grande referência para que para que tenhamos conhecimento da identidade, vocação e percurso histórico desta cidade, cantada em prosa e verso pelas maiores expressões literárias do nosso País, e que acolheu tantas inteligências e cujas belezas vêm inspirando a tantos.

Pedro Paulo Filho faz parte da categoria de intelectuais humanistas, de elevado escol cívico, amante das artes e das letras, homem cordato, que se aprofunda no estudo da história do seu país e do seu povo, para conhecer melhor a natureza humana, compreender a cultura de sua gente, e valorizar a riqueza de sua terra. Quem o conhece, sabe da sua generosidade, do coração aberto ao afeto, homem do povo, cidadão exemplar. É, hoje, o mais ilustre jordanense não apenas por ser o escritor mais profícuo da cidade, mas pela sua sabedoria de quem vive a vida na dimensão do serviço, oferecendo à todos que estão a sua volta, o calor humano indispensável para a afirmação da acolhida, cativando assim as pessoas que convive no dia-a-dia, tratando com respeito e amor a todos indistintamente, do mais simples ao mais sofisticado.

É essa a característica de Pedro Paulo Filho, que o torna um verdadeiro “pater patriae” de Campos do Jordão, o mais querido filho da terra jordanense.

Trabalhador incansável, zeloso no cumprimento de seu ofício como advogado e escritor, leitor infatigável, perscrutador da história brasileira, apreciador de histórias, estórias e lendas, mitos e criações da nossa cultura, enciclopédico em conhecimento de costumes, tradições e valores do nosso povo. Além disso, um extraordinário homem de diálogo, da conversa amiga e fecunda, de trocas de idéias, sempre ávido de novas informações e surpreendendo pela riqueza de dados que possui acerca da memória cultural brasileira.

Como escritor, Pedro Paulo Filho é fiel ao compromisso da palavra e disciplinado. Todos os dias se entrega – com notável dedicação, ao ato de ler e escrever; pesquisando, compilando dados, projetando trabalhos futuros, arquivando imagens e recortes de revistas e jornais, selecionando trechos, grifando passagens, fazendo conexões entre acontecimentos e pessoas, pensando a realidade da vida, escrevendo com ardor e entusiasmo. Mas, o ofício literário não o torna afastado das pessoas, pelo contrário, é solícito às chamadas telefônicas, a quem o visita, a quem lhe pede uma orientação amiga, uma atenção afetiva. Por mais ocupado que seja sempre tem tempo para o outro, numa demonstração concreta de sua cordialidade. Nesse sentido, escrever, para Pedro Paulo Filho, não é exercício estéril de intelectualismo vão. Mas, ponte para o outro, oportunidade para intercâmbios fecundos, aproximação com o leitor, com quem busca na literatura um sentido humano de vida, de autêntica comunicação, enfim, de solidariedade.

Não poderia deixar de homenagear o grande historiador de Campos do Jordão nesta sessão, partilhando um pouco da sua trajetória de vida, a partir de alguns apontamentos e conversas que tivemos especialmente sobre literatura, que é o que mais nos identifica.

Pedro Paulo Filho é um exímio contador de histórias, de notável memória, mais pesquisador do que ficcionista, como confessa no prefácio do livro sobre a vida de seus pais: “Isabel e Pedro Paulo – Uma História de amor e coragem”, publicado em 2005.

“Decerto que sofremos, desde a juventude, um terrível bloqueio intelectual para a ficção. As últimas obras que passaram aos nossos olhos foram dos tempos escolares do segundo grau: Érico Veríssimo, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Dinah Silveira de Queiroz, Humberto de Campos, Machado de Assis, Monteiro Lobato, na prosa ficcional e na arte poética, Castro Alves, Gonçalves Dias, Casemiro de Abreu, Augusto dos Anjos, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida, Cecília Meirelles, Vinícius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade, autores constantes no currículo escolar.”

E prossegue dizendo: “Encantaram-nos alguns autores estrangeiros, como Eça de Queiroz, Dostoievski, Tolstoi, Somerset Maughan, Dumas, Balzac, Flaubert, Victor Hugo, Wells, Zola, Dickens e Gibran, naqueles anos dourados”.

De fato, foi uma sorte Pedro Paulo Filho ter vivido a sua adolescência e juventude talvez num dos períodos de ouro da literatura brasileira, cujo ciclo, infelizmente já se encerrou, e cuja floração intelectual foi uma das melhores na historia de nosso país.

E acrescenta: “Desatento à literatura ficcional, nunca mais nos familiarizamos com a técnica do diálogo, a estrutura do enredo e a engenhosa alquimia da construção ficcional, contando o cotidiano da vida, com a descrição de cenas, personagens, paixões e tragédias, esculpidas no imaginário do artista. Ativemo-nos ao texto histórico, sociológico, político e jurídico que nos seduziram ao longo da vida, levando-nos a atravessar madrugadas inteiras, debruçados sobre obras admiráveis. A insônia, para tantos, dolorosa, para nós foi uma benção dos céus, porque nos permitiu moldar um forte hábito de leitura, notadamente de biografias e memórias, prenhes de encantamento e de celebração da vida”.

Esse encantamento pela literatura, pela sonoridade e força das palavras, pelo seu poder de imantação, vem desde a tenra idade, como nos descreve no livro admirável que escreveu sobre a vida de seu país, contando, por exemplo, sua primeira impressão do impacto poético, durante a visita do grande poeta árabe Rachid Salim Cury, cognominado “Al Karawi”, nos anos 50, convidado a jantar em sua casa, na rua Dr. Reid: “terminado o jantar, onde serviu-se arak e vinho, o poeta, pretendendo prestar homenagem aos anfitriões, levantou o corpanzil, e de pé, começou a declamar os famosos versos na língua difícil de Gibran Kalil Gibran. (...) Passado alguns anos, papai deu-me de presente um livro “Coração Materno”, de Rachid Salim Cury, traduzido por Salomão Jorge. Perguntei-lhe qual fora a poesia que “Al Karawi” havia declamado naquele inesquecível jantar de tantas poesias e risos contidos. Pedro Paulo abriu-o na página 79 e pediu que eu lesse: O Grão de Trigo – “Queres um nobre exemplo, meu amigo? /Pois vê o que te dá o grão de trigo, /Que mostra um generoso sentimento / Para este teu espírito tão avarento. / Dez espigas douradas deu-te o pão ! / Que um grão apenas dês a teu irmão! / E o grão imaginou, feliz, um dia / Que no pão de um faminto habitaria! / Dançando num alegre torvelinho, /Lá se foi para a morte no moinho, / E o sulco que divide o grão no meio, / Assim te diz: Metade para teu irmão!”

A poesia que o tocou tão profundamente o fez descobrir o seu talento para com a palavra, e dela se serviu para operar as grandes realizações de sua visa, seja no campo político (Como Vereador, Presidente da Câmara Municipal e Prefeito), como na área social (Presidente de diversas instituições sociais – Conseg, Rotary Club, Academia de Letras e outras), na vida profissional (Como Advogado), e, principalmente, na sua fecunda atividade literária. “Dêem-me a palavra correta, no tom certo, e eu moverei o mundo”! , disse Joseph Conrad. E o fascínio da palavra o levou a estrear na literatura, aos 30 anos de idade, com a publicação de seu primeiro livro “A Revolução da palavra – uma visão do Homem Loquens”. “Um livro notavelmente bem escrito” – afirmou Torrieri Guimarães, no jornal” Folha da Tarde” – ricamente documentado, com contribuição de artistas e pensadores, o seu livro é um repositório de conhecimento, cuja leitura se torna obrigatória”.

Conversando com Pedro Paulo Filho sobre seu livro “A Revolução da Palavra – uma visão do Homem Loquens”, sobre o ato de falar e escrever, indaguei se a palavra é mesmo “um esforço em vão”, conforme Drummond, certa vez afirmou. Ao que ele me respondeu: “Discordo do poeta. Ele fez um jogo de palavras, uma figura poética. Se fosse verdadeiro, o Verbo não teria sido feito Carne. Sou apaixonado pelo poder da palavra. Se, com ela, os homens não se entendem como se entenderiam com os grunhidos? Não me rendo à palavra-meio – mero veículo de comunicação, mas à palavra-fim, capaz de mobilizar exércitos, sem armas e legiões, sem bombas. Além de elemento diferenciador dos seres irracionais, a palavra é meio de revelação com Deus. A palavra é tão forte que pode matar e pode curar. A palavra mais terrível do mundo, segundo Vieira, é o non, tanto faz dizê-la de frente para trás ou de trás para frente, é sempre non. Há duas coisas irrecuperáveis no mundo: O passado e as palavras. Além de irrecuperável, a palavra é irrevogável. Entretanto, ela é também pérfida, pois, ao mesmo tempo que revela o pensamento, é capaz de escondê-lo e disfarça-lo. Pena que em alguns homens a palavra precede o pensamento e eles só sabem o que pensam, depois de terem ouvido o que dizem”.

Sobre o sentido da literatura em sua vida, afirmara: “A literatura é um alento animador da vida; sem ela, já teria perecido de há muito na vida. De todas as artes, é a que toca mais à alma: obrigatória na mocidade, necessária na vida madura e imprescindível na velhice. Como disse De Bonald, ela é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem, ou como anotou Gustave Lanson, a literatura não é objeto de saber: é exercício, gosto, prazer. Não a sabemos, não a aprendemos, mas praticamo-la, cultivamo-la, amamo-la.”.

Pedro Paulo Filho nos conta como descobriu a sua vocação literária: “Descobri a vocação literária, lendo, lendo, lendo; ora empolgado com a personagem, ora com o autor. Impressiona-me a criatividade e o estilo. Acho o escritor um demiurgo, alguém assombrado, dotado de antenas muito altas, capazes de captar ondas além daquelas percebidas pelas pessoas normais. A vocação literária é uma vocação transcendental, pois, como escreveu Vieira, o estilo pode ser muito claro e muito alto; tão claro que entendam os que não sabem, e tão alto que tenham muito que entender nele os que sabem. Mais do que uma vocação, é uma predestinação”. E ainda, indagado sobre quais as suas preferências como leitor, responderá: “Tenho uma vocação irresistível para a história e um bloqueio total para a ficção, sobretudo porque, como disse Cícero, a história é a testemunha dos tempos, a luz da verdade, a vida da memória, a mestra da vida, a anunciadora da antiguidade. Sou encantado pelas memórias contadas e pelas biografias não autorizadas. Estas e aquelas trazem uma carga muito forte de sensibilidade, de vida vivida e experimentada e de humanismo. Eu as leio, com alma de psiquiatra, lendo o memorialista e o biógrafo deitado no divã.”. 

Recordo-me com viva emoção não apenas do deleite na leitura dos muitos livros de Pedro Paulo Filho, mas especialmente do convívio do dia-a-dia em que tivemos mais proximamente nos difíceis dias do ano 2000, quando vim tentar a vida em Campos do Jordão, recém-casado e com filhos pequenos, e – como ocorreu com tantos outros – enfrentamos dificuldades. Até então eu conhecia Pedro Paulo Filho como leitor e em algumas rápidas visitas, como a de 1993, quando vim lhe entregar uma correspondência de Jorge Amado, em que o grande romancista brasileiro agradeceu a Pedro Paulo Filho o recebimento de seu livro “Estórias e lendas do povo de Campos do Jordão”, que ele levava consigo em viagem de saída para Portugal, episódio este narrado no volume II da obra “A Montanha Magnífica”, pág. 344.

Mas foi no início de 2000, que pude conhecer não apenas o intelectual e o escritor, mas a pessoa de bem, humanissíma que é Pedro Paulo Filho, com quem tive a alegria de partilhar esperança e dores, acertos e equívocos, perspectivas e sonhos, projetos e realizações nos meses em que passei trabalhando no município, morando no Alto da Boa Vista. Ao seu escritório de advocacia, na avenida principal de Abernéssia, afluía o povo jordanense, de todas as classes sociais, muitos pelo prazer de conversar com ele, trocar idéias, e – como eu – muitas vezes, buscar orientação de quem, talvez mais do que ninguém, conheça, a fundo, a alma desse povo. Foi nesse período, que conversamos muito sobre filosofia e literatura, e como não poderia deixar de ser, sobre seu amor a Campos do Jordão.    

Daquelas conversas ao final da tarde, Pedro Paulo Filho ia contando sobre suas motivações e realizações. Perguntei-lhe como tem conciliado sua atividade profissional, como advogado, e a produção literária, tendo em vista o volume de estudos e textos escritos. Como é o seu método de trabalho como leitor e como escritor? Ao que ele explicara: “Sou um obcecado pela literatura e o pior, um compulsivo. O livro me transmite uma sensação erótica, pela apalpação, pelo olfato, pondo-me a cheirá-los e pela visão enternecedora e sedutora de seu formato e de suas cores. Escrevo todas as noites, até as dores nas costas permitirem, todos os sábados, domingos e feriados e, quando não escrevo, sinto uma espécie de síndrome de abstinência. Escrevo somente em casa, reservando o escritório para o exercício da advocacia. Desligo mentalmente o plug literário quando entro no local de trabalho, onde a dedicação profissional é absoluta. Ao reverso, quando estou em casa, fecho as cortinas das lides forenses. E, por incrível que pareça, consigo apartá-los, porque o advogado é um historiador, por excelência.”

E certamente muito das conversas voltavam a um dos seus temas prediletos: Campos do Jordão, de que tem seguramente o maior acervo de informações.

Relembra Pedro Paulo Filho que a produção de sua monumental obra: “A História de Campos do Jordão” foi o produto de uma gestação de 7 longos e sofridos anos: pesquisas constantes, consultas em biblioteca, xerox de livros, jornais e revistas, viagens a municípios circunvizinhos, entrevistas gravadas, buscas de fotos antigas e uma permanente amolação aos moradores mais velhos, que, amiúde deveriam dizer: “Lá vem aquele chato, outra vez!”. “O resultado de tudo foi que amealhei um verdadeiro Museu de Historia, Imagem e Som de Campos do Jordão e, com o material coligido, ainda escrevi mais 5 livros sobre a estância. Demos uma forma didática ao livro: Ciclo de Ouro (1703-1874), Ciclo da Cura (1874-1940), Ciclo do Turismo (1940-1980) e Ciclo da Preservação Ambiental (a partir de 1980). Agora, estamos preparando uma síntese para o ensino fundamental, pois constitui um castigo obrigar os pais a lerem um livro de 800 páginas, para depois resumi-lo e repassar aos filhos estudantes. Levei a empreitada sozinho, sem qualquer auxílio privado ou oficial. Fui o pesquisador, o escritor, o editor e o distribuidor.

Dois fatos relevantes posso destacar. O primeiro, Campos do Jordão, sem qualquer auxílio oficial, curou de doenças pulmonares os brasileiros de todos os recantos do país, sofrendo toda sorte de preconceito, e, em contrapartida, nunca foi distinguido por isso, mas, ao contrário, foi atirado à vala comum dos municípios brasileiros. O segundo, a Estância, com 269 km e uma densidade demográfica  reduzida, reuniu um acervo cultural inédito no Brasil, com centenas de poetas, escritores e artistas plásticos, como nenhum município brasileiro, pois na terra jordanense exercitaram sua arte poética como Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Rodrigues de Abreu, Martins Fontes, escritores como Monteiro Lobato, José Geraldo Vieira, Maria de Lourdes Teixeira, Lygia Fagundes Telles, Dinah Silveira de Queiros, Helena Silveira, Menotti Del Picchia, Plínio Salgado, historiadores como Caio Prado Jr. e Theodoro Sampaio, apenas para citar alguns. Nas artes plásticas, as figuras de Pancetti, Segall, Camargo Freire, Rebolo, Gomide, Penachi, Brecheret e Felícia Leirner, para mencionar alguns outros poucos. Eles exercitaram a sua arte sobre Campos do Jordão. Nenhum outro município brasileiro, com as características de Campos do Jordão conseguiu amealhar um acervo tão rico das artes brasileiras.”

Não apenas como historiador, mas também como poeta, Pedro Paulo Filho escreveu belos versos cantando sua terra, sua gente, as excelências da paisagem natural de Campos do Jordão, a cidade mais alta do Brasil (1.700 m). Para ele, “a poesia também tem esta função: expressar uma estética, preservar através das palavras, as sensações de admiração pelo belo. Campos do Jordão, por seu clima salubérrimo, suas águas minerais e sua natureza exuberante e pródiga fábrica poetas em geração espontânea. Aqui, todo mundo é poeta e não fui uma exceção. A poesia é um canto sofrido da vida e a perplexidade do homem em face do imponderável, o que levou Manuel Bandeira a exclamar: ‘Eu faço versos como quem chora/ De desalento... de desalento... /Eu faço versos como quem morre.)’ A poesia nasceu com o primeiro homem, porque antes da arte escrita, foi o grito e o canto o primeiro poema. Por isso, Jorge Luiz Borges proclamou que cada palavra é uma obra poética: verso bom pode ser lido em voz baixa ou em silêncio. A meu ver, o poeta é um garimpeiro dos mistérios da vida e diz mais que a prosa e com menos palavras. Lorca lembrou bem: todas as coisas têm seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas. A poesia é perene e, por isso, os poetas sobrevivem à morte Em todos os tempos, a liberdade gestou no coração dos poetas. Por causa disso, os tiranos e déspotas os repudiam. Às vezes, a poesia é lírio, noutras, atoarda. Pode ser sacramento e revelação, mas, pode ser penitência e extrema-unção. A pátria dos poetas nasceu nas asas do amor”. Ele fez poesia em “Campos do Jordão, Meu Amor”.

Quis nesta sessão, com estes apontamentos, celebrar o 70º aniversario de vida deste grande “cidadão jordanense”, falando de Pedro Paulo Filho o mesmo que José Roberto Dama Cintra afirmou sobre Pedro Paulo, o pai do grande historiador de Campos do Jordão, ao dizer que tanto o pai quanto o filho (grifo meu), “além de honrarem seus sobrenomes, repletam de orgulho as terras serranas onde vivem”. E ainda sobre Pedro Paulo, as palavras de Damas Cintra servem para definir a obra e vida de Pedro Paulo Filho: “Dada a sua inconteste cultura e sabedoria, ocupou lugar em praticamente todas as entidades que aqui se formaram”.

Muito obrigado a todos.

Câmara Municipal da Estância de Campos do Jordão
Sessão Solene da Academia de Letras de Campos do Jordão,
26 de abril de 2008.

 

 

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